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Brasil – crimes e terror!Postado em: 7 de dezembro de 2011

No primeiro caso, o dinheiro arrecadado não vai ser para construir creche. Obviamente será para financiar outros delitos mais rentáveis ou manter a estrutura criminosa. Paremos para pensar: e se o dinheiro arrecadado nesses furtos/ roubos com explosões estão sendo obtidos para financiar grupos radicais motivados por uma ideologia do caos? E se os assassinatos de crianças tiverem apenas a intenção de subjugar o Estado, através do medo das famílias, para serem atendidas exigências como, por exemplo, soltar traficantes presos? Tais atos parecem que não há como negar, são o que se pode chamar de implantação do TERROR. No entanto, uma das grandes discussões no mundo atual é a elaboração de um conceito que seja aceito pela comunidade internacional, governos, estudiosos, revolucionarios e turma dos direitos humanos, para definir o quem vem a ser TERRORISMO. Isso porque, este fenômeno não é entendido da mesma forma pelos formadores de opinião, e esta elite não se entende a respeito do assunto. Vejamos o caso de Cesare Batisti, preso no país com pedido de extradição feito pelo governo italiano acusando-o da prática de terrorismo. Para alguns o mesmo é um assassino que se utilizou da violência para tentar humilhar o estado, provocar mudanças e intimidar a população, clássica tática terrorista. Para outros ele é um revolucionário que lutava por uma causa e que suas atitudes são justificadas em virtude do objetivo a ser alcançado.

Clássico discurso revolucionário. Os israelenses afirmam que apenas se defendem dos atentados terroristas dos palestinos. Já os palestinos dizem a mesma coisa. Os americanos acusam alguns setores islãmicos de terroristas. Já alguns setores islãmicos acham que o grande satã terrorista são os Estados Unidos. E em toda a parte do mundo existem exemplos. O Brasil, feliz por natureza e cômodo pela beleza, tem estado fora do contexto horripilante que é o terrorismo profissional internacional. Mas será que ficaremos para sempre livres de atentados? E será que continuaremos a tratar, muito bem por sinal, os meliantes mais ousados como meros meliantes comuns? Se pararmos para analisar, cada vez mais estamos nos intrometendo em assuntos delicados que acontecem pelo mundo afora. A intenção do Irã, a situação da Líbia e alguns paises africanos, a ousadia da Venezuela, a causa palestina, o vigor israelense, algumas pendengas com os Estados Unidos etc. Estamos programados a sediar os dois maiores eventos do planeta, a saber a copa do mundo e as olimpiadas, oportunidade única de causar comoção, haja vista os olhos do planeta estarem na mesma direção. E temos a arrancada na exploração das riquezas naturais, a saber o pré-sal e o domínio na produção de alimentos. E temos ainda a Amazônia, a agua em abundância etc. Ou seja, ingredientes para que o terror assombre nosso pais temos de sobra. No entanto, não temos uma legislação a altura do nosso sonho de conseguir um assento no conselho de segurança da ONU. Tramita no congresso nacional projeto que visa atender a uma resolução desta entidade para que seja estabelecida uma legislação que impeça a implantação de células terroristas no pais, bem como inibir a prática de tais atos e aplicação de penas rigorosas caso sejam praticados. Mas, o projeto está sob uma saraivada de críticas, exatamente por não trazer uma definição sobre o que vem a ser TERRORISMO. Uma das mais veementes é a equiparação do chamado crime organizado a ‘terrorismo”. Enquanto o pessoal debate, pipocam no pais o uso da violência, que está incutindo medo e terror na população em geral, principalmente no aspecto psicológico. Qualquer bandidinho “mequetréfe” de bairro, ou comunidade, como queiram, fecha um comércio. É só sair mandando o pessoal abaixar as portas que os comerciantes nem se dão ao luxo de chamar a polícia. Atendem na hora. Sabe o que acontece se ele for pego? Nada. Mas, isso cheira a terrorismo, não internacional, mas terrorismo nacional, a ser exportado. Taí uma sugestão para os legisladores, classificar o tipo de terrorismo. Quer outra: qualquer mané toca fogo em ônibus em represália a ações policiais. Roubar explosivos, roubar armas controladas, ter armas quimicas, explodir bancos, disparar 60 tiros em crianças indefesas, são atos que não podem ser tratados como crimes comuns. Pode até não ser terrorismo por definição, mas o é pelo aspecto abjeto e pelo ônus que causa a sociedade. Sobre esta ultima hipotese, do retardado mental que matou as crianças na escola Tasso da Silveira, no Rio de Janeiro, tenho uma observação, uma conclusão e uma sugestão. A observação é que parece que tive uma indigesta premonição, inserida num dos parágrafos de meu ultimo artigo, publicado na edição especial, criticando a portaria que manda para o divã o policial que fizer uso de arma de fogo, atirando em meliante. Dizia o seguinte: “Como persuadir pessoas a não invadir uma escola… sem poder dar conhecimento do seu poder de fogo, a saber, com o disparo de advertência?”. Digam lá: O que parou a matança? Foi sociólogo conversando com o atirador? Foi psicólogo dando afeto ao retardado? Não! Foi o uso da arma de fogo do policial. Então eu estava correto: não pode uma portaria sugerir que quem faz uso da arma de fogo precisa de psicólogo. Tem hora que é necessário e a população aplaude. O policial até foi promovido. A conclusão então é que eu tinha razão: nem todo policial é doido. A portaria é preconceituosa. Agora vamos à sugestão. O retardado que matou as crianças teve seu nome divulgado aos quatro ventos. Ele sabia que viraria, por um instante, mesmo que as avessas, um marco na historia. E virou. Até queria determinar como ser enterrado. Mas, eu me recuso a citar o nome do imbecil. O tratarei sempre como retardado de Realengo nº 1. Sugiro então que o legislador, na elaboração da lei anti-terrorismo, proíba a divulgação do nome de todo retardado que fizer um ato insano desse tipo. Isso desestimularia essas almas do inferno a fazerem tais atos para entrarem na historia ou serem mártires. A imprensa apenas o identificaria como retardado de Realengo nº 1, imbecil nº 2, idiota nº 3, maluco nº 4 , cabendo a nós exigir e torcer para que a numeração não aumente. Esse tipo de gente não merece ter registro. Carlos Mauritonio Nunes, DSE é Agente da Polícia Federal mauritonionunes@uol.com.br