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Caixas eletrônicos potencializam os riscos nas empresasPostado em: 6 de dezembro de 2011

 

o cenário nacional o roubo a caixas eletrônicos vem se destacando desde 2004. No Rio de Janeiro uma estatística referente a este ano destacava a redução nos assaltos e o aumento aos roubos a caixas eletrônicos. No início os roubos eram realizados, em sua maioria, “arrancando” o caixa para ser arrombado em outro local. A reação foi de “chumbar” os caixas ao solo e também reforçar os sistemas de proteção mecânica com o objetivo de aumentar o tempo da ação criminosa para permitir a intervenção policial. Embora tenhamos cada vez mais tecnologia e orçamento para enfrentar a criminalidade, os criminosos atuam com estratégias do século XIX, no melhor estilo do velho oeste americano, e as ocorrências com caixas eletrônicos seguem em ascensão. Existe hoje no país um universo de mais de 46,5 mil caixas eletrônicos e em recentes levantamentos oficiais soubemos que foram roubados em nosso território mais de uma tonelada de explosivos, que com certeza estão sendo utilizados para “explodir” estes caixas eletrônicos. Uma das ações adotadas pela FEBRABAN foi do tingimento das notas após a explosão (que já tinha sido utilizada com êxito em alguns países da Europa), mas os criminosos já estão utilizando solventes para retirar o máximo de tinta a fim de que as notas possam circular livremente. As estatísticas oficiais não proporcionam uma dimensão exata do problema, até pela dificuldade da tipificação deste tipo de crime que acaba sendo incluído nos crimes contra o patrimônio. No estado de São Paulo a maior facção criminosa é conhecida por PCC, iniciais do grupo chamado Primeiro Comando da Capital, liderado principalmente pelo presidiário Marcos Willians Herbas Camacho, vulgo “Marcola”. Suas ações criminosas tem por objetivo o controle das penitenciárias para fazer frente à autoridade do estado e assim obter concessões aos seus integrantes. Para manter seu poder, usa seu dinheiro para influir nos poderes executivo, legislativo e judiciário, também para sustentar seus “aliados” e sua logística dentro e fora dos presídios. Os órgãos públicos já identificaram movimentações financeiras na ordem de R$ 23 milhões nas mãos dos colaboradores do PCC e a estimativa, em 2005, era de uma arrecadação mensal em torno de R$ 700 mil. Conforme os Bancos foram sofisticando suas formas de defesa ao assalto em suas agências, o crime migrou o roubo para os caixas eletrônicos. A melhora dos procedimentos de segurança dos bancos aos seus caixas eletrônicos a criminalidade optou pelos caixas instalados em pequenos comércios. Estes comerciantes já estão “combatendo” solicitando aos bancos a retiradas destes caixas. Como este tipo de ação é lucrativo e de pouco risco, os locais que ainda possuem caixas eletrônicos são os prováveis alvos de roubo. Analisando as questões já colocadas é eminente o risco a que as empresas estão sujeitas com os caixas eletrônicos instalados para o uso de seus empregados. Devemos levar em consideração que além da possibilidade de sucesso do roubo, existe também outras atratividades como as armas dos vigilantes, seus coletes, dos veículos em seu interior e até o assalto aos empregados. A probabilidade da ocorrência é alta e os impactos negativos nas empresas com certeza será alto. Entre os impactos negativos gerados citamos: o de comunicação adversa nas mídias, a fragilidade na segurança será percebida. Há o risco de incêndios e quebra de equipamentos pela onda de choque da explosão, o que pode causar ferimento aos empregados, que além do reflexo psicológico tem efeitos nos índices de absenteísmo (aumento na taxa de risco das empresas) e também a perda de produção em função de todos os impactos citados. As pequenas empresas certamente agirão como os pequenos comerciantes e retirarão seus caixas eletrônicos repassando o risco aos bancos. As médias e as grandes empresas dificilmente deixarão de operar com os caixas eletrônicos devido à necessidade de providenciar maior conveniência a seus colaboradores, pois geralmente encontram-se afastadas dos núcleos urbanos e considerarão uma possível reação da força de trabalho por uma sensação da “perda” de uma facilidade. A primeira reação é a de procurar instalar os caixas em regiões centrais das suas unidades para dificultar o acesso aos mesmos, o que não afasta dos criminosos da realização de uma ação e é uma estratégia que aumenta o risco às operações industriais. Neste caso pode-se mitigar o risco adotando as seguintes ações: utilizar o caixa eletrônico só para realizar transações financeiras sem o uso de dinheiro ou exigir dos bancos para que o valor total a cada abastecimento não seja superior a R$ 10 mil reais, este valor é próximo do custo fixo da ação criminosa. Para obter melhor resultado é importante que se tenha uma comunicação empresarial eficiente das ações que estão sendo adotadas com o objetivo da informação ter capilaridade que vai além dos nossos colaboradores, é certo que chegará aos planejadores das ações criminosas. Estas ações certamente agregarão valor à segurança e contribuirão para os resultados empresariais esperados pelas nossas empresas.

Sidney Mem de Sá, DSE MBS/MBA pela Brasiliano, Pós-Graduação pela FIA, trabalha na Petrobras. sidneymdsa@hotmail.com