TELEFONE (11) 3666-9893 - Atendimento: 9:00 às 17:00

Parceiros

Cibercrime: Coreia do Norte é acusada de financiar ataques a bancosPostado em: 3 de novembro de 2020

Na última semana, nos Estados Unidos, o procurador-geral adjunto para segurança nacional, John Demers, usou uma transmissão virtual para afirmar que o governo da Coreia do Norte está envolvido em ataques cibernéticos que visam roubar bancos de outros países.

Organizado pelo Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, o webinar contou com a participação de representantes do alto escalão da política americana, que comentaram sobre o posicionamento da China e da Rússia, que são aliados do governo de Kim Jong-un, sobre o assunto.

“Eles [Coreia do Norte] realmente o usaram para roubar bancos e dinheiro. Esse não é realmente o comportamento que vemos na China, na Rússia ou mesmo no Irã, apesar das sanções contra o Irã”, disse Demers. “A Coreia do Norte é única nesse sentido”.

O procurador disse que, apesar de a China não praticar ações como essas, o país apoia o regime coreano por meio do compartilhamento de conhecimento e de treinamento. Para ele, a China também não concordaria em trabalhar em uma parceria com os EUA para investigar o programa hacker.

“Pequim [capital da China] não quer que Pyongyang [capital da Coreia do Norte] falhe, e esse é o maior obstáculo para impor sanções ao Norte”, comentou John.

Ele também falou sobre como os Estados Unidos estão trabalhando para coibir as ações hackers: “chamando a atenção para esta atividade e educando a população, nacional e estrangeira, para responder às atividades ilegais”, concluiu.

Em agosto, as agências federais americanas emitiram um alerta dizendo que o governo norte-coreano havia retomado sua campanha de assaltos a bancos, voltando a fazer o que não faziam desde o mês anterior.

Golpes em outros países

A Coreia do Norte tem sido acusada de envolvimento em diversos casos de golpes a bancos de outros países. Em 2019, por exemplo, um grupo de cibercriminosos realizou ataques contra caixas eletrônicos da Índia.

Neste caso, uma empresa russa de segurança digital identificou o grupo autodenominado Grupo Lazarus como autores do ataque. Para a ação, a quadrilha virtual desenvolveu um malware, o ATMDTrack, que registrava e roubava os dados de cartões inseridos nas máquinas de autoatendimento.

 

Fonte: Olhar Digital