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Com fim da greve dos vigilantes do Distrito Federal, bancos devem funcionar normalmente a partir de hojePostado em: 31 de janeiro de 2012

Após quatro dias de paralisação, a categoria decidiu em assembleia na tarde de ontem aceitar a proposta dos patrões de reajuste de 20%, com aumento para R$ 17 no tíquete-alimentação. Como a folha de pagamento deste mês está fechada, o reajuste será incluído em março. Os seguranças voltaram aos postos de trabalho às 22h de ontem, dia 30. Hoje, as agências bancárias devem funcionar normalmente. As propostas foram apresentadas pelo Sindicato das Empresas de Segurança, Curso de Formação, Transporte de Valores e Segurança Eletrônica do DF (Sindesp-DF) durante reunião no Ministério Público do Trabalho, na 513 Norte. Os vigilantes aceitaram a oferta e por volta das 19h encerraram o movimento. “Ficou acordado que os dias parados serão abonados e nenhum funcionário será punido por conta da greve”, destacou o vice-presidente do Sindicato dos Vigilantes do DF (Sindesv-DF), Paulo Quadros. A categoria ignorou ontem decisão da Justiça, que havia mandado 60% voltar ao trabalho. De acordo com o presidente do Sindesp-DF, Irenaldo Pereira Lima, apenas três empresários não aprovaram o acordo. No reajuste de 20%, está inclusa a gratificação de 8,33% por risco de vida, além de 9,40% de inflação acumulada pelos meses sem reajustes salariais. “Quanto aos outros quase 3%, a categoria ficará à vontade para escolher se quer aplicar no salário ou em outros itens”, explicou o líder sindical. A greve dos vigilantes no Distrito Federal provocou insegurança em diversos setores e aumentou o trabalho da Polícia Militar desde a última quinta-feira à noite, início da paralisação. Falta de informação em hospitais, clientes de bancos sem atendimento e vigilantes de empresas privadas trabalhando sem farda após serem intimidados pelos colegas em greve foram alguns dos problemas enfrentados em decorrência do movimento. A Lei Federal nº 7.102/93 garante a segurança para estabelecimentos financeiros e diz que “é vedado o funcionamento de qualquer estabelecimento financeiro onde haja guarda de valores ou movimentação de numerário que não possua sistema de segurança”.
Para oferecer uma maior sensação de segurança, policiais a pé e em carros circularam constantemente nos arredores de algumas agências bancárias. “Esse procedimento dá mais segurança para os bancários e aos clientes. Estamos trabalhando ao máximo para evitar uma coisa maior”, explicou o cabo Hanni Faiz, do 3º Batalhão de Polícia Militar, na Asa Norte.