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Estados Unidos e Brasil se reúnem para tratar de segurança internacionalPostado em: 8 de março de 2012

A subsecretária norte-americana interina de Estado para Controle de Armas e Segurança Internacional, Rose E. Gottemoeller, e o secretário assistente de Estado para o Escritório de Segurança Internacional e Não Proliferação, Thomas M. Countryman estão nesta semana no Brasil para várias reuniões com autoridades brasileiras.  Em menos de uma semana, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, enviou três assessores do governo a Brasília. Em nota, a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil definiu as relações com o governo brasileiro. “O Brasil é um importante parceiro global que compartilha metas comuns de controle e não proliferação com os norte-americanos”, diz o texto. “Apreciamos a liderança do Brasil tanto em escala regional quanto internacional e aguardamos para colaborar mais no endereçamento dos importantes desafios na área de não proliferação e desarmamento”, acrescenta o comunicado. Gottemoeller e Countryman estão no Brasil para conversas sobre a não proliferação e o desarmamento. Em pauta, a Cúpula de Segurança Nuclear, em 26 e 27 de março, em Seul, na Coreia do Sul, quando Obama e vários chefes de Estado e de Governo estarão presentes. Nas conversas com os brasileiros, Gottemoeller e Countryman também devem mencionar as questões de controle de armas, como a implementação do novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas (denominado Start). No tratado, firmado em 1991 pelos governos dos Estados Unidos e da Rússia, ambos comprometem-se a reduzir gradativamente as armas. Porém, os termos do acordo precisam ser revistos. O processo está em andamento.     As visitas de  Gottemoeller e Countryman ocorrem depois de o subsecretário  de Estado norte-americano, William Burns, vir ao Brasil e ter como temas principais de sua viagem o cancelamento do contrato para a venda de 20 aviões militares da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) aos Estados Unidos e a ida da presidenta Dilma Rousseff a Washington, no próximo mês. Burns garantiu que o Brasil ainda pode participar da licitação para a venda de 20 aeronaves militares para os Estados Unidos, no valor de US$ 355 milhões. O governo norte-americano cancelou o processo licitatório no último dia 17, surpreendendo as autoridades brasileiras. Mas o Ministério das Relações Exteriores negou desconforto entre os dois países.