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EUA usam míssil que atira espadas para matar membro da Al QaedaPostado em: 26 de junho de 2020

As Forças Armadas dos Estados Unidos utilizaram uma arma nova, e inusitada, para matar um suposto chefe da Al Qaeda na Síria. No lugar de uma ogiva explosiva, o míssil R9X usado na ação carrega seis lâminas afiadíssimas que fatiam o alvo por completo – minimizando os danos colaterais.

A arma foi apelidada de “Ginsu voadora”, em referência a marca de facas famosa pelos comerciais na TV nos anos 1970 nos Estados Unidos (e 1980 no Brasil), que cortavam quase tudo (com exceção talvez das meias Vivarina, que não rasgavam com nada).

O alvo na Síria era Khaled al-Aruri, líder de ramo local da Al Qaeda, chamado Hurras al-Din. O míssil Hellfire modificado que levava a arma foi disparado de um drone, e arremessou seis longas lâminas metal afiadas na parte superior do carro de Al-Aruri. As lâminas saem do míssil segundos antes do impacto, para cortar qualquer coisa em seu caminho.

Detalhes da arma, porém, só vieram a público no ano passado, em uma matéria do Wall Street Journal. O míssil modificado foi usado poucas vezes nos últimos anos, de acordo com autoridades norte-americanas, normalmente quando um líder terrorista é localizado e o uso de armas coloca em risco civis próximos.

Dois casos são conhecidos: as mortes de Jamal al-Badawi em 2019, um dos suspeitos de planejar o atentado contra o destroier da Marinha dos EUA em 2000, e do líder de segundo escalão da Al Qaeda, Abu al-Khayr al-Masri, genro de Osama bin Laden, em 2017. Uma foto do carro em que Al-Masri viajava mostra o resultado do ataque direcionado, com o veículo relativamente inteiro a não ser pelo buraco no teto acima de onde o homem estava.

De acordo com as Forças Armadas norte-americanas, o R9X também resolve outro problema: cada vez mais, terroristas estavam se adaptando aos ataques aéreos dos EUA, se escondendo entre grupos de mulheres e crianças para ficar fora de alcance. Um ex-funcionário do Exército que conversou com o WSJ disse é teoricamente possível matar alguém sentado no banco do passageiro de um carro em movimento, mas não o motorista.

 

Fonte: The New York Times/The Wall Street Journal