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Golpes, sites falsos e aplicativos piratas: a segurança digital durante a pandemiaPostado em: 4 de maio de 2020

Com a pandemia do novo coronavírus e o necessário isolamento social para prevenção da doença, o teletrabalho, aulas online, a comunicação com amigos e familiares, compras e momentos de lazer online aumentaram a movimentação na rede. Isso sem contar a maior intensidade na busca por informações que apresentem caminhos para superar a epidemia, desde formas de cuidado ao acesso de benefícios para o trabalhador.

Mas o crescimento do uso dos recursos da internet também requer aumento nos cuidados para evitar acessos indevidos, entrada de vírus nos dispositivos eletrônicos ou golpes aplicados pela web. O pesquisador em segurança e privacidade de dados, Rodolfo Avelino, explicou que gigantes como o Google tem detectado um fluxo acima da média de malwares e phishing.

“Em uma semana que foi do dia 6 ao dia 13 de abril, o Google informou que conseguiu acompanhar no seu monitoramento aproximadamente 18 milhões de e-mails por dia com algum tipo de malwares ou phishing, que é essa ação de conduzir esta pessoa para um ambiente falso. É um número muito expressivo para que as pessoas ao entrarem nesses sites, por exemplo, forneçam informações pessoais ou baixem um aplicativo que esteja comprometido”, analisa Avelino.

São chamados malwares são os chamados vírus, cavalos de Tróia, spywares e ransomwares, ou qualquer arquivo que tenha objetivo de causar danos. Por phishing, entende-se todas as formas utilizadas por criminosos digitais para obter informações pessoais, como senhas ou cartão de crédito, CPF e número de contas bancárias. Em geral, fazem isso enviando e-mails falsos ou direcionando o usuário a websites falsos.

Ambiente inseguro

Avelino íntegra o Coletivo Digital Actantes, que desde 2013 atua promovendo cursos e formações voltadas aos direitos humanos no ambiente digital, e explica que esses mecanismos de phishing já existiam antes da pandemia, mas o problema se intensificou.

Entre os fatores estão não só o aumento do uso de ferramentas digitais, mas também devido a falta de implementações de questões de segurança, a falta de conhecimento das pessoas nestes recursos e o próprio desespero das pessoas diante da crise de saúde e econômica.

Um exemplo é o próprio aplicativo do auxílio emergencial para trabalhadores informais. O especialista relata, por exemplo, que uma semana após a aprovação do benefício foi divulgada a loja de aplicativos do Google registrou mais de 20 aplicativos do auxílio que eram falsos.

“Se você pega a periferia as pessoas estão atrás desse recurso e da sua sobrevivência. Há uma grande parte de pessoas estão com status de análise. Se elas recebem um e-mail ou um SMS, falando ‘olha você está com status de aguardando forneça mais informações para que você consiga a liberação do seu benefício’. É a forma como os fraudadores agem eles mandam para milhões de pessoas e as mais vulneráveis acabam fornecendo os dados pessoais”, explica o pesquisador.

 

Fonte: Brasil de Fato