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Nasa e SpaceX assinam acordo de segurança espacial para evitar colisõesPostado em: 23 de março de 2021

O combinado prevê a troca mútua de informações, evitando acidentes em órbita entre os satélites Starlink, da empresa de Elon Musk, e as naves da agência espacial

Nasa e a empresa de sistemas aeroespaciais SpaceX, do bilionário Elon Musk, assinaram um acordo de segurança espacial para compartilhar informações e evitar colisões em órbita entre satélites e espaçonaves.

O tratado anunciado na última quinta-feira (18) prevê um “nível mais profundo de coordenação, cooperação e compartilhamento de dados, e define o arranjo, responsabilidades e procedimentos para coordenação de segurança de voo”, de acordo com comunicado da Nasa.

O foco do acordo será evitar uma eventual colisão entre alguma espaçonave da agência espacial e a gigantesca constelação de satélites Starlink, da SpaceX. Até agora, a empresa privada já lançou mais de 1,2 mil equipamentos em órbita e possui autorização para ter mais 12 mil deles.

A ideia da constelação Starlink é fornecer internet de alta velocidade para todo o mundo. Mas para que não haja nenhum problema técnico no serviço, o combinado da SpaceX com a Nasa prevê um trabalho conjunto, evitando que os componentes do mar de satélites não sejam danificados em colisões.  “A sociedade depende de capacidades baseadas no espaço para comunicações globais, navegação, previsão do tempo e muito mais”, comenta o administrador interino da Nasa, Steve Jurczyk. “Com as empresas comerciais lançando cada vez mais satélites, é fundamental que aumentemos as comunicações, troquemos dados e estabeleçamos as melhores práticas para garantir um ambiente espacial seguro.”

Dada a importância de estabelecer maior segurança no espaço, o acordo estabelece também que a Nasa forneça dados precisos sobre suas missões com antecedência, enquanto que a SpaceX será responsável por garantir que seus satélites realizem “ações de desvio”, caso necessário.

Além disso, a empresa de Elon Musk precisará planejar o lançamento de seus satélites para que eles fiquem 5 km acima ou abaixo dos pontos de maior e menor altitude da Estação Espacial Internacional (ISS). Uma vez instalados, os equipamentos deverão operar de forma autônoma ou manual para garantir que as missões da Nasa operem ininterruptamente.

Tanto a agência norte-americana quanto o Departamento de Defesa dos Estados Unidos têm enorme experiência com o gerenciamento de riscos e colisões. Caso suas espaçonaves se aproximem demais dos satélites, a Nasa concordou em não mover seus componentes para não provocar choques acidentais.

Vale lembrar que a iniciativa do acordo poderá ainda ser otimizada para ambas as partes. “Tanto a Nasa quanto a SpaceX se beneficiam dessa interação aprimorada, garantindo que todas as partes envolvidas estejam totalmente cientes da localização exata das espaçonaves e dos destroços em órbita”, informa o comunicado.