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Número de mortes de motociclistas cresceu 7% em São PauloPostado em: 4 de maio de 2012

Um levantamento divulgado ontem, dia 03, pela CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) aponta que as mortes de motociclistas são as únicas que cresceram em São Paulo em 2011. No ano passado, 512 motociclistas morreram em acidentes de trânsito nas vias da cidade, número 7% maior que em 2010, quando foram 478 vítimas desse tipo. Entre eles, a maioria é homem (92%) e tem entre 20 e 29 anos (45%). Em relação às profissões, os acidentes fatais com motos envolveram principalmente ajudantes, motofretista e estudantes. Os motociclistas representam 37,5% das 1.365 mortes no trânsito de São Paulo em 2011. No ano passado, o presidente da CET, Marcelo Branco, disse que as novas motofaixas previstas no plano de metas do prefeito Gilberto Kassab (PSD) estão congeladas. O motivo é que, ao contrário do planejado, houve um aumento de acidentes nas pistas exclusivas já implantadas, nos corredores Sumaré (em 2006) e Vergueiro (em 2010). Radares portáteis, também chamados de radares-pistola foram implantados em 26 de março deste ano para fiscalizar os motociclistas que estejam acima da velocidade. A CET disse hoje que estuda colocar em prática um programa específico para os motociclistas. Mesmo com a campanha implantada pela CET, as mortes de pedestres na cidade caíram apenas 2% em relação a 2010. O programa de proteção ao pedestre começou em maio de 2011 no centro de São Paulo e foi expandido para a periferia em setembro. No ano passado, foram 617 pedestres mortos em São Paulo, contra 630 em 2010. Apesar da redução, os pedestres continuam sendo a maior parte das vítimas fatais dos acidentes de trânsito 45,2%. A marginal Tietê ainda é a via mais perigosa da cidade para os pedestres, com 14 atropelamentos registrados em 2011. Em seguida, está a avenida Jacu-Pêssego, onde foram 13 ocorrências. A marginal Pinheiros e a avenida Sapopemba aparecem em terceiro lugar, com nove atropelamentos cada. Segundo a CET, a campanha para tentar reduzir as mortes de pedestres contou com o deslocamento de marronzinhos e de orientadores, agentes de uniforme amarelo que usam bandeiras para conter motoristas e pedestres, para as vias mais perigosas. Houve ainda reforma na sinalização, nas faixas de pedestres e nos semáforos.