Então, uma forma de fidelizar o cliente é mostrar o arsenal de segurança implantado no PIX e conquistar a confiança para que ele entenda o risco quase 0 nas transações do PIX.

Uma opção para esse mercado é investir em serviços de segurança sob demanda, ou seja, que faturem só pelo que foi de fato utilizado.

Isso aumentará a segurança de seus clientes e é uma excelente opção considerando custo benefício.

Um outro ponto que deve ser decisivo na escolha pela instituição que intermediará o PIX são os próprios serviços ofertados pelos bancos.

Como o pagamento via PIX é imediato, a expectativa é que as instituições negociem com o cliente para que o valor pago, ou seja, que entrou na conta do comércio, seja debitado em uma data futura ou até parcelado, com juros baixos, para que o cliente seja atraído a movimentar o PIX pela tal instituição.

As empresas também poderão explorar o PIX como oportunidade de negócio, cedendo descontos e promoções, já que a liquidez será imediata.  Enfim, o PIX trará para a população uma gama de benefícios, inclusive, a expectativa de queda nos preços de produtos e taxas menores ofertadas pelo setor financeiro.

Culturalmente, somos receosos em usufruir da tecnologia, mas o Auxílio Emergencial do governo quebrou esse paradigma e já aproximou muitos brasileiros ao formato eletrônico de pagamento.

Os riscos sempre existirão, mas as vantagens impulsionadas pelos sistemas são muito maiores.

Não podemos deixar de evoluir por conta dos riscos. Muito pelo contrário. Temos que crescer tanto, com tecnologias de segurança e inovações que deixem esses riscos aquém das nossas soluções.

O receio não pode ser de evoluir, mas sim de continuar com processos arcaicos que emperrem o nosso crescimento.

Marco Zanini – CEO da DINAMO Networks
Fonte: R7