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Polícia Militar flagra aumento do uso de sirenes falsas no trânsito de São PauloPostado em: 9 de maio de 2012

Uma cena tem sido cada vez mais comum no trânsito de São Paulo: carros sem identificação surgem em alta velocidade e pedem passagem usando sirenes e luminosos. Mas esses veículos nem sempre são dos serviços de emergência. Por dia, pelo menos três motoristas são multados em São Paulo por usar os aparelhos indevidamente. As infrações aplicadas pelo uso de equipamentos proibidos nos carros têm crescido. No ano passado, foram 1.188 multas ante 979 em 2010, aumento de 21%. As vias onde a Polícia Militar mais flagra motoristas indisciplinados são as Avenidas 23 de Maio e do Estado e as Marginais do Tietê e Pinheiros. O capitão Paulo Oliveira, responsável pelo Comando de Policiamento de Trânsito (CPTran), explica que não existe uma operação específica para identificar falsos carros de emergência, mas, se pegos, a multa para os infratores é de R$ 127,69 e o motorista recebe cinco pontos no prontuário da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Nas ruas, muitos motoristas ficam em dúvida na hora de abrir caminho aos supostos carros de emergência. “Vi um na Rua da Mooca. Não tinha adesivo de polícia, só a sirene. Duvidei, mas dei passagem”, conta o manobrista Evando Barros, de 35 anos. Para acelerar a passagem desses veículos, o vendedor Carlos Barbosa, de 47 anos, por pouco não provocou um acidente. Parado no congestionamento, viu um Palio com giroflex pedindo passagem. “Quase bati o carro para dar espaço.” O capitão Oliveira recomenda ao motorista dar passagem sempre, pois quem se recusa corre o risco de ser multado. Para o oficial, é necessário avisar o serviço 190 apenas se o carro fizer manobra que possa causar acidente. A polícia afirma que a venda dos equipamentos não é proibida. Na Rua Santa Ifigênia, no centro da capital, o giroflex e a sirene são encontrados em várias lojas, por preços que variam entre R$ 45 e R$ 65. O comprador não precisa apresentar documento algum para adquiri-los. Os dispositivos têm uso restrito a veículos destinados a socorro de incêndio e salvamento, aos da polícia e às ambulâncias, conforme determina o Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A lei prevê também a instalação de giroflex em carros prestadores de serviços de utilidade pública, como os de manutenção e reparo de redes de energia elétrica, água, gás, guinchos e escolta. O equipamento só poderá ser instalado com autorização do Departamento Estadual de Trânsito. Segundo Oliveira, nos últimos meses, os dispositivos também vêm sendo usados em motos de passeio. “Acontece bastante. A pessoa está no trânsito, ouve uma sirene e, quando olha, aparece uma moto”, conta. A maioria é gente que quer burlar o congestionamento. Mas há episódios em que o motorista simplesmente compra os equipamentos pela vontade ser policial. “Alguns têm isso e chegam a comprar distintivos da polícia.” A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) diz que fiscalizar esses acessórios é uma atribuição da PM.