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Russos e venezuelanos operam na fronteira com BrasilPostado em: 4 de maio de 2021

Depois do escândalo das maletas de grampo em Brasília, que não foram compreendidos os riscos na sua extensão, fontes de inteligência do governo foram alertadas, que assessores militares russos estão operando juntamente com militares e integrantes da Guarda Nacional  da Venezuela  na fronteira com o Brasil.

Antenas de interceptação de sinais eletrônicos e de comunicações foram instaladas, em Santa Elena do Uairen, cidade fronteira ao município brasileiro de Pacaraima/RR. Os sistemas podem quebrar a criptografia, grampear e interferir (jamming) em comunicações do Exército Brasileiro e das aeronaves militares que voam na região.

Foi relatado também que sistemas táticos de vigilância aérea (SARPs categoria 1 e 2) fabricados na Rússia realizam missões de reconhecimento rotineiramente na fronteira entre os dois países.

 

Segundo um diplomata estrangeiro acreditado em Brasília, os russos pertencem ao GRU, que significa Inteligência Militar, que opera no Exterior, ou simplesmente serviço de inteligência das Forças Armadas russas. Alguns deles estiveram envolvidos nas operações ilegais que culminaram na anexação da Crimeia e nas guerras no leste da Ucrânia e na Síria. O GRU é o principal braço do Kremlin em ações de Guerra Híbrida.

 

Atualmente, nem o Exército Brasileiro ou a Força Aérea têm equipamentos de guerra eletrônica capazes de identificar as emissões, geolocalizar e neutralizar os sistemas instalados no lado venezuelano da fronteira, carecendo de meios e capacidades para proteção da rede de comunicações militares na região. Apesar do problema, uma previsão de aquisição de sistemas que traria as capacidades necessárias não é vista como prioridade pelos decisores militares.
Fonte diplomática afirmaram à DefesaNet, que o ataque cibernético vindo da Venezuela, pode ter sido a causa do apagão no Amapá (Novembro 2020), que teve repiques posteriores.

Atualmente o sistema do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul (TJRS), está fora de acesso para os magistrados e público por um ataque hacker, a que tudo indica vindo da Rússia e que capturou o acesso a todo o sistema criptografando os arquivos.

 

Fonte: DefesaNet