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Santos vai gastar R$ 1,6 milhão por ano com segurança privada em escolasPostado em: 9 de novembro de 2021

Cidade já conta com quase 400 guardas civis municipais e possui 1,3 mil câmeras de monitoramento

 

A Prefeitura de Santos vai gastar quase R$ 1,6 milhão (exatos 1.595.896,80) com vigilância e segurança patrimonial desarmada por ano para resguardar as escolas. O pregão já foi homologado e o contrato pode ser renovado por até 60 meses (cinco anos), até o final da gestão do prefeito Rogério Santos (PSDB), o que geraria uma despesa final de cerca de R$ 8 milhões.

No entanto, atualmente, a Guarda Civil Municipal (GCM) conta com um efetivo de 387 agentes – 316 efetivos e 71 em treinamento. Há previsão de que mais alguns classificados no último concurso público sejam chamados, o que pode ultrapassar 400 homens e mulheres cuidando dos espaços públicos.

Outra informação que merece destaque é que, no ano passado, a Prefeitura gastou R$ 40 milhões com o Centro de Controle Operacional (CCO), que tem 1,3 mil câmeras de monitoramento espalhadas pela Cidade, inclusive no entorno das escolas que, conforme a própria Administração já anunciou, as monitora 24 horas.

“A Escola Municipal de Ensino (UME) Samuel Augusto Leão Moura e seu entorno são monitorados 24 horas pelas câmeras do CCO, sendo intensificado patrulhamento na região com motos e viaturas”, revelava a Prefeitura, em reportagem recente do Diário, após a escola da Areia Branca ter ficado sem aula após ser invadida e ter suas fiações elétricas primárias furtadas deixando o prédio sem energia.

Um exemplo de que não falta efetivo para resguardar as escolas municipais ocorreu no final de setembro, quando a Secretaria de Segurança destinou praticamente 1/3 do efetivo para a Câmara de Vereadores para ‘garantir’ a ordem na votação do projeto de lei da reforma da previdência municipal.

Quem esteve no Legislativo informou que nunca havia visto tanto guarda num único ambiente. Outro exemplo é a destinação de uma equipe para resguardar as flores em homenagem à Primavera, colocadas na Praça Mauá.

Na sala de operações do CCO, 21 funcionários trabalham com três telas de monitoramento. Uma parede abriga outras 16 telas, transmitindo imagens de pontos estratégicos da cidade, mapas de previsão do tempo, monitoramento de comporta dos canais e outras informações.

No entanto, esta semana, apesar das câmeras de monitoramento espalhadas pela orla, a placa de bronze alusiva à chegada dos Imigrantes, de autoria da artista Lecy Beltran, que estava instalada nos jardins da praia da Aparecida, junto ao canal cinco e a biblioteca municipal Mario Faria, foi furtada.

A pesada placa, que se destacava em amplo pedestal de mármore, foi arrancada, ficando à mostra apenas pequenos parafusos – já enferrujados. Segundo já divulgado, a Prefeitura reconheceu o furto e deve providenciar uma nova.

A Prefeitura esclarece que a contratação é necessária para complementar o trabalho da GCM e do videomonitoramento. Para fazer a segurança das 86 escolas, a GCM mantém guardas e rondas escolares periódicas.

“Esclarecemos que, para patrulhar todas as unidades, por 24 horas, seria necessário um total de 344 GCMs, considerando quatro guardas para cada unidade escolar, turnos de 12h e folgas remuneradas, ou seja, quase todo o efetivo da corporação”, informa.

A Prefeitura esclarece, ainda, que a GCM, além de garantir a segurança nas escolas e atender às solicitações, também realiza o patrulhamento nos espaços públicos do Município e, nos últimos oito anos, passou a fiscalizar o comércio, apoiar a CET-Santos, a Vigilância Sanitária e a Saúde.

“Atualmente, a GCM atua na fiscalização das medidas de enfrentamento à pandemia da Covid-19. Também atende as demandas do CCO e presta apoio às autoridades de segurança pública”,
finaliza.
Fonte: Diário do Litoral