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Secretaria de Segurança inicia operação de combate às queimadas irregulares no Pantanal de MTPostado em: 15 de setembro de 2020

Incêndios ativos de grandes proporções na região do Pantanal mato-grossense já atingiram três áreas de reservas indígenas, queimando mais de 200 mil hectares de área de vegetação.

 

A Operação Integrada Transpantaneira 1 foi iniciada nesta segunda-feira (17) para combater crimes ambientais, em especial, incêndios florestais e queimadas irregulares no Pantanal mato-grossense.

O trabalho é feito pelas unidades que compõem o Comitê Temporário Integrado Multiagências de Coordenação Operacional (Ciman) na Operação Pantanal 2 e tem agora recebe o apoio da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp).

Por meio de barreiras volantes e ações de bloqueio, policiais militares do Batalhão Ambiental, Força Tática de Várzea Grande e do Grupo Especial de Fronteira (Gefron) atuarão na região rural e faixa de fronteira ao longo da MT-060, Rodovia Transpantaneira, executando a fiscalização, o policiamento ostensivo, preventivo e repressivo, para controle dos índices criminais na região rural.

De acordo com a Sesp-MT, os proprietários rurais denunciaram que há pessoas indo até a região pescar e fazem fogueira para acampamento ou usam fumaça para extrair mel de abelhas. No entanto, esses grupos perdem o controle e o fogo se alastra rapidamente devido aos ventos fortes.

Os incêndios ativos de grandes proporções na região do Pantanal mato-grossense já atingiu três áreas de reservas indígenas, e queimou mais de 200 mil hectares de área de vegetação.

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) também apontam que nos 13 primeiros dias deste mês foram registrados mais focos de queimadas no Pantanal do que durante todo o agosto de 2019. É menos da metade do tempo, mas o número absoluto já apresenta uma alta de 53%.

A de combate aos incêndios, segundo a Sesp-MT, será dividida em três fases e deve seguir até setembro na MT-060, em Poconé.

Apoio

Pousadeiros e pantaneiros também se juntaram à força-tarefa que combate incêndios no PantanaL. A prioridade é impedir que o fogo atinja pontes e casas da região.

Tem sido difícil salvar também os animais. Muitos tentam fugir das chamas e acabam morrendo queimados.

Durante esse domingo (16), vários donos de pousadas, pantaneiros e moradores da região passaram de plantão vigiando o avanço dos focos de queimada para ajudar no combate ao fogo.

Presos brigadistas

O Sistema Penitenciário também está colaborando no combate às queimadas urbanas em Poconé, após o treinamento de 10 presos como brigadistas para atuar no combate ao fogo na área urbana da cidade.

Os presos são todos voluntários e beneficiados com a remição da pena, a cada três dias trabalhados, é um dia a menos na pena.

Segundo a Sesp-MT, eles são acompanhados pelos policiais penais e selecionados pela direção e por uma equipe psicossocial, conforme o perfil. Durante a ação, os detentos usam tornozeleira eletrônica.

Fonte: G1